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Workshop avalia trabalho de conselhos de desenvolvimento em prol das cidades

Codese DF esteve presente compartilhando sua experiência com as demais cidades
25/03/2019
FONTE: Lavanda Digital

Incentivar o trabalho dos conselhos de desenvolvimento econômico, sustentável e estratégico em todo o país e buscar novas soluções para as cidades brasileiras. Este foi o foco do III Workshop sobre Resultados e Ações Futuras do Projeto ‘O Futuro da Minha Cidade’, que ocorreu em 21 e 22 de março, em Curitiba. Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o encontro contou com palestras e apresentações, que abordaram como esse tipo de organização pode contribuir para o crescimento dos municípios.

O Futuro da Minha Cidade é uma iniciativa desenvolvida desde 2012 pela CBIC — por meio da Comissão de Meio Ambiente (CMA) —, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional). O objetivo é mobilizar a sociedade civil para participar ativamente na gestão das cidades e no desenvolvimento de alternativas para a sustentabilidade urbana.

A abertura do workshop ficou a cargo do coordenador do projeto e ex-prefeito de Maringá, Silvio Barros, que abordou a importância da iniciativa. “Quem não sabe para onde vai, não chega. Quem sabe qual será o Brasil que estaremos vivendo daqui a 20 anos? Esse projeto provoca comunidades e lideranças para serem protagonistas e não reféns do futuro”, enfatizou. Barros também ressaltou o papel essencial das entidades de interlocução com as comunidades, como os conselhos e associações, para esse trabalho. “É importante que esses órgãos atuem junto com as prefeituras”, disse.

Trajetória dos conselhos

Três presidentes de conselhos locais fizeram apresentações individuais durante o workshop, nas quais trataram de como as entidades foram criadas, sua composição e funcionamento, além dos projetos em andamento atualmente.

Um deles foi o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Brasília (Codese-DF), Paulo Muniz. Fundada em 2017, a entidade trabalha em colaboração com o executivo local e, desde este ano, integra o Conselho Permanente de Políticas Públicas e Gestão Governamental do Distrito Federal. “Na época da criação do Codese, estávamos num momento muito delicado, com problemas em todos os setores. Foi muito interessante conseguir juntar as federações, sindicatos, associações, conselhos, entre outros. Hoje, são mais de 90”, destaca Muniz.

O workshop também contou com palestra da diretora do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), Juliana Afonso. Criado em 1996, o Codem foi o primeiro órgão do tipo no Brasil. Ele surgiu a partir do movimento social “Repensando Maringá” e hoje funciona como uma importante ferramenta para o poder público, com 22 voluntários. “Cada vez estão aparecendo mais megametrópoles, é uma tendência mundial. Temos que nos preocupar hoje com o planejamento de todo esse crescimento que vai chegar”, comentou Afonso.

Para finalizar, a programação do primeiro dia incluiu ainda exposição do presidente do Codese Manaus, Antônio Azevedo. Ele destacou a relevância da atuação de órgãos como esse. O conselho de Manaus foi criado em 2018. “Estamos ajudando a construir um novo país. A sociedade civil representa os homens de bem doando horas cívicas em benefício da nossa cidade, nosso estado e nosso país”, resumiu Azevedo.

O workshop está na terceira edição. O assessor de comunicação do Sindicato de Habitação da Baixada Santista, Fábio Figueiredo, participou pela primeira vez em Curitiba. Para ele, aprender como foi a experiência dos conselhos em outros municípios, observar como se organizaram e como evoluíram foi a parte mais produtiva. “Entender como foi esse mecanismo foi extremamente importante para que consigamos dar andamento ao processo em Santos”, comentou.

Troca de experiências

O segundo dia de atividades foi reservado para dinâmicas, troca de experiências e bench mark entre as cidades participantes. O formato de debate possibilitou uma maior integração entre os participantes, que tiveram a oportunidade de estar pessoalmente com representantes dos conselhos já consolidados, para tirar dúvidas e entender melhor o funcionamento dos órgãos. Representatividade do conselho, parceria com a prefeitura, sustentabilidade financeira, câmaras técnicas e planejamento de longo prazo foram alguns dos temas abordados.

Para o engenheiro civil, administrador de incorporadora e vice-presidente da Associação das Empresas da Construção Civil da Região dos Vinhedos (Ascon Vinhedos), Milton Milan, a programação do segundo dia trouxe informações ainda mais esclarecedoras. “Eu já tinha participado dos dois workshops anteriores, então já havia assistido algumas das palestras. A mesa redonda que teve na segunda parte foi uma oportunidade para que cada participante pudesse fazer perguntas específicas sobre os detalhes que gostaria de saber”, relatou.

Milan também ressalta a relevância de discutir as formas de planejar o desenvolvimento dos municípios de forma sustentável. “É primordial porque a gente não deve apenas fazer o bê-á-bá do dia-a-dia, temos que pensar mais na frente para não deixar ocorram erros. Isso vale para muitas áreas”, definiu.

Para a gestora de projetos da CMA, Alessandra Beine Lacerda, o evento foi muito profícuo. “Alcançou tanto as expectativas da CBIC, com a intenção de disseminar o conceito de gestão participativa da sociedade, quanto dos participantes do evento, que engrandeceram o debate de um lado, com as dúvidas e, em contrapartida, com as explicações das experiências vivenciadas”, disse. As palestras do workshop estão disponíveis na íntegra no perfil de Youtube da CBIC.

O coordenador de O Futuro da Minha Cidade, Sílvio Barros, definiu o propósito do projeto em discurso durante o workshop: “O grande desafio para chegar a um resultado positivo no planejamento das cidades é saber fazer a pergunta certa. Este é o papel da CBIC e deste projeto, provocar os cidadãos a se fazerem as perguntas certas de onde queremos chegar e como serão as nossas cidades no futuro.”

Próximos passos

Com o sucesso do workshop, o próximo passo previsto pela CBIC para o projeto é a consolidação de um espaço digital para a troca de informações, onde os conselhos poderão se comunicar, incluir e divulgar dados que possam ser compartilhadas pelas demais entidades. 

Além disso, será realizado um evento denominado “Diálogos CBIC: O Futuro da Minha Cidade e Brasília”, em 22 de abril, às 10h, em Brasília, com a presença do presidente da CBIC, José Carlos Martins; o coordenador de O Futuro da Minha Cidade, Silvio Barros; o presidente do Codese-DF, Paulo Muniz; e o governador do DF, Ibaneis Rocha. O debate será moderado pelo jornalista Gilberto Dimenstein.

Para Martins, a ideia do evento é conscientizar sobre como a participação social é essencial para a gestão local. “O Futuro da Minha Cidade está completamente alinhado com a visão da CBIC sobre a importância de empoderar o cidadão no desenvolvimento do município onde mora. O indivíduo que se envolve ativamente no planejamento da cidade, também aprende a cuidar dela”, ressalta. “Com o Diálogos CBIC, queremos levar a experiência de Brasília para que sirva de referência para outros lugares do Brasil”, conclui.

 

Assessoria de Comunicação da CBIC.

 

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