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Codese resgata a história de pessoas inspiradoras da capital federal

Quem fez história, merece ficar para a história, como o seu Lourival da Banca Cultural 108 Sul.
26/05/2019
FONTE: Luciana Castro/Codese

O Codese valoriza histórias inspiradoras de pessoas que contribuíram para o desenvolvimento de Brasília. Gente que construiu os valores da nossa cidade, cidadãos que no concreto plantaram o seu legado, gente como a gente que, como o Seu Lourival, o primeiro jornaleiro de Brasília, revolucionou a venda de jornais e livros com sua Banca Cultural 108 Sul, há 60 anos.

 

Na manhã ensolarada de outono, terça-feira, 21, cercado de jornais e revistas Lourivaldo Soares Marques mais conhecido como “seu Lourival”, 82, orientava um jovem rapaz sobre os afazeres da banca, enquanto atendia clientes. De estatura média, cabelos brancos, olhos verdes brilhantes e voz calma, seu Lourival é daquelas pessoas que conversam olho no olho.  Bom de prosa, começou a buscar na memória suas lembranças de quando tudo começou. “Todo homem que se ajoelha e reverencia a Deus, recebe sonhos. Eu sonhei com essa cidade”, iniciou o jornaleiro.

 

São Paulo, 05 de fevereiro de 1960, seu Lourival foi tomar café no bar do Quinho, seu amigo, pediu um sanduíche de Bauru e comentou que havia sonhado aquela noite. O amigo disse, “não vai me dizer que você sonhou com Brasília”? O baiano de Irecê que trabalhava como pintor disse que não contaria o sonho ao amigo. “Liguei pra minha família e minha namorada, arrumei minha mala, coloquei minhas camisas e abotoaduras, e também coloquei uns pincéis de pintar parede”. Decidiu naquele dia se aventurar pintando os prédios da recém-nascida Brasília.

 

Ao som de Roberto Carlos, vendendo figurinhas para uma cliente, contou que foi morar em um barraco no Morro do Urubu, perto do primeiro hospital de Brasília. Ao conhecer a Avenida W3, achou vários jornais pelo chão, amontoou na comercial da Igrejinha e começou a vender jornal em cima de um caixote. “E aí começa a história de um vencedor”. Nesse momento com os olhos marejados ele fez uma breve pausa e continuou, “com amor eu falo pra você, quieto eu não ficava, inventava uma coisa e outra pra fazer. Aí minha banca veio fazendo fila pra pegar os jornais porque era a primeira da cidade”.

 

Continuando nosso papo, passado algum tempo seu Lourival começou a vender livros e organizar promoções culturais. “Compre livro, tome vinho e ganhe um jornal”. Ousado, fez parcerias com um produtor de vinhos para degustação do produto na feira do livro. “Fui pra feira do livro com aquele barril de vinho com torneira, copinhos de café e eu com a banca de revistas com os livreiros na feira do livro”, contou empolgado.

 

A partir daí Lourival começou a “virar manchete” em diversos jornais. “Em uma semana só, fui três vezes ao ar”, afirmou Lourival extremamente emocionado. Não satisfeito com a repercussão, o jornaleiro escreveu uma carta para a empresa de vinhos Château duValier. “Eles falaram, você paga o transporte e mandamos o vinho”. E assim aconteceu, enviaram o vinho utilizado na campanha de marketing da banca. “Compre um livro para você e ganhe um Château duValier. As pessoas vinham compravam o livro e levavam uma mini garrafa de vinho. Saiam felizes da vida e eu vendendo livro em cima de livro”.

 

Reconhecimento

Com sentimento de dever cumprido, seu Lourival contou sobre a primeira medalha que ganhou do Cavaleiro da Ordem do Mérito de Brasília, condecorado pelo Governo do Distrito Federal e Secretaria da Cultura, pelo incentivo cultural e empenho em vender livros.

 

Foram diversas honras por reconhecimento, “fundador de Brasília”, “Pioneiro”, “Cidadão honorário”. Em meio a tantas emoções, seu Lourival contou orgulhoso seus feitos, uma herança que passará por gerações. “Plantei uma árvore, fiz um portal, esse portal é portal do desejo, em que muita gente vem pra fazer fotografias, ensaios e pedidos”, disse se referindo à árvore plantada ao lado da banca.

 

A banca se tornou um ponto de referência para banca de revistas, jornais, jornalistas e estudantes. “E hoje é uma história de amor, me orgulho não só pelo trabalho que eu faço, mas pra mostrar a responsabilidade que carrego nos ombros de representar aqueles que já se foram, porque ficou o Lourivaldo jornaleiro, fundador de Brasília. A banca segundo o jornaleiro, é um ponto turístico da cidade que recebe brasilienses e brasileiros.

 

Em homenagem à Brasília uma declaração de amor

 “Brasília é amada por ti, por ele, por elas, por toda essa multidão de fãs

Eu declaro em uma só voz meu amor por essa cidade

E por aqueles que partiram deixando muita saudade”

 

Confira nas próximas edições do Codese em Ação mais histórias de sucesso.  

 

 

 

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Edição de Novembro/2019

 

 


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