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Augusto Guimarães Filho, o engenheiro que tirou Brasília do papel

Série de histórias de Brasília que pouca gente conhece.
25/08/2019
FONTE:

Em continuidade pela valorização de histórias inspiradoras de pessoas que contribuíram para o desenvolvimento de Brasília, o Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do  Distrito Federal (Codese/DF) apresenta a história sobre o arquiteto urbanista e engenheiro civil  Augusto Guimarães Filho, o homem que tirou Brasília do papel. 

 

Natural de São Paulo-SP, Augusto Guimarães Filho nasceu em 9 de setembro de 1917. Indicado pelo arquiteto Lúcio Costa para desenvolver o Plano Piloto da capital federal, Augusto Guimarães Filho  chefe da Divisão de Urbanismo da Novacap, faleceu aos 94 anos em Niterói no Rio de Janeiro. Literalmente, o arquiteto urbanista e engenheiro civil tirou Brasília do papel, dividiu a cidade em Asa Sul e Asa Norte transformando o projeto de Lúcio Costa, em formato de cruz pelos Eixos Monumental e Rodoviário, em formato de um avião. 

 

A simetria e harmonização dos elementos que compõem o Plano Piloto foram definidos por Guimarães Filho, que iniciou a realização do projeto de Lúcio Costa da estaca zero. No período de 1957 a 1960, acompanhou toda a construção de Brasília, orquestrou a disposição dos fundamentos de infraestrutura e nomeou as superquadras. 

 

A confiança de Lúcio Costa no trabalho de Augusto Guimarães Filho era de longa data. A construção de duas obras neoclássicas no Rio de Janeiro foram desempenhadas por Guimarães Filho sob supervisão de Lúcio Costa. O Parque Eduardo Guinle, ou somente Parque Guinle, um conjunto de seis edifícios residenciais que em 1954, foi objeto de um plano de urbanização e a construção do edifício sede do Banco Aliança de propriedade dos Irmãos Coutinho, mais tarde vendido ao Banco Itaú.

 

Em matéria publicada no obituário do Correio Braziliense em 20 de setembro de 2011, conta a reação de surpresa de Guimarães Filho com o convite do amigo para construir a capital federal. Guimarães ficou atônito com o convite a ponto de não conseguir, durante dias seguidos, dar uma resposta. "Eu lhe fiz uma proposta, pensei que fosse boa", reagiu o arquiteto. "Colocado nesses termos…", respondeu o engenheiro. As duas partes da laranja seguiram juntas até depois da morte de Lucio Costa. O arquiteto determinou que Guimarães tomasse as providências protocolares de seu sepultamento e o amigo respondeu com a fidelidade irretocável de sempre. A mesma lealdade ao pensamento de Lucio Costa, Guimarães destinou ao projeto de construção e transferência da capital. 


Eduardo Pierrotti Rossetti descreveu em seu artigo na revista Arquitextos que, Augusto Guimarães assinala que não trabalhava regularmente com maquetes, a não ser no caso da Plataforma Rodoviária: "nós nunca fizemos maquete. Só fizemos maquete do Eixo Rodoviário, no cruzamento da estaca zero, da Estação Rodoviária. [...] Porque nem o presidente entendia muito bem como é aqueles três planos, aquelas coisas. Então nós fizemos uma maquete desmontável (sic)" (10). Além do interesse de Lucio Costa pelo desenvolvimento do projeto da Plataforma, o próprio Presidente Juscelino Kubitschek tinha particular interesse pelo projeto. Segundo Augusto Guimarães, certa feita JK perguntou pelos desenhos, ao que reagiu querendo ver os cortes e não as plantas, pois até mesmo JK sabia que para ver como seria seu funcionamento e para compreender o projeto da Plataforma, as plantas se constituíam numa referência secundária. Além de atestar o grau de intimidade do Presidente com o trabalho rotineiro da nova Capital, esse fato demonstra a importância que a Plataforma teve durante as obras. Embora não estivesse integralmente construída por ocasião da inauguração da cidade, pouco tempo depois ela foi finalizada e inaugurada, apresentando-se integralmente como a macro-estrutura articuladora do desenho urbano do Plano Piloto.

 

Guimarães Filho deixou sua obra inacabada, o engenheiro estava escrevendo um livro sobre sua experiência em Brasília, “A propósito de Brasília: 1.112 dias” e muitas vezes reescrita. Mais recentemente, ele estava determinado a provar que a mudança da capital foi fator fundamental para o desenvolvimento do Centro-Oeste brasileiro. 

 

Com informações: Correio Braziliense

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