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Sem apoio público turismo engatinha em Brasília

Autoridades esqueceram a importância do setor
17/10/2017
FONTE: Foto internet

Brasília, capital da República, tem um enorme potencial turístico – cívico, arquitetônico, religiosidade, jurídico e, nas imediações, histórico.Motivos não faltam para que as pessoas procurem conhecê-la.Mas, ainda hoje Brasília não se preparou para receber a leva de visitantes que aporta; não oferece serviços profissionais de receptivo e, sequer tem um mapa para ofertar àqueles que se aventuram a conhecer a capital de todos os brasileiros. Mesmo com o descaso administrativo, o turismo representa 2,5% no Produto Interno Bruto (2013) da cidade

Mais de 90% dos turistas que visitam a nossa cidade são brasileiros. Para recebê-los bem seria necessário fomentar a integração dos órgãos e entidades que atuam no setor – hospitalidade e gastronomia, fazendo a promoção do destino Brasília, valorizando a nossa marca como capital, vendendo a cidade, para o Brasil e para o exterior. Estes são os principais pontos defendidos pela Câmara Técnica de Turismo, Hospitalidade e Gastronomia do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do DF-Codese para incrementar esta indústria que em todo o mundo é fator de riqueza e distribuição de renda.

Infraestrutura não falta para a atender à demanda sempre crescente, salienta o gestor da CT Alejandro Parrilla: Brasília possui mais de 80 hotéis, com cerca de 17.000 apartamentos e 35 mil leitos e, a cada ano, novos empreendimentos são inaugurados, entre pensões, albergues, pousadas, motéis e hotéis fazenda, que somam mais de 230 estabelecimentos. O que mais surpreende o turista em sua chegada é a falta de um serviço profissional para o receptivo, deixando-os à mercê de qualquer taxista ou motorista de Uber para lhe apresentar a cidade.

Se houvesse maior interação do GDF com a política de turismo teríamos pelo menos uma folheteria de apoio aos visitantes, salienta Alejandro. “Turismo é uma indústria muito rentável, se bem planejada e executada”. Mas, as autoridades locais não estão atentas às possibilidades de captar recursos para o desenvolvimento do setor, não organiza campanhas chamando visitantes, não trabalha junto aos formadores de opinião aproximando o público, sequer utilizando as mídias não pagas, entre tantas outras atividades, lamenta.

Segundo o levantamento da CT de Turismo, para sua dinamização, seria necessário que o setor recebesse pelo menos 1,5% do Fundo de Fomento à Indústria do Turismo – FITUR; captar recursos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento através do Prodetur/DF; aprimorar o conhecimento técnico de seus servidores; promover Brasília como destino turístico; produzir material promocional em pelo menos três idiomas (português, espanhol e inglês); criar sites explicativos sobre as áreas turísticas da cidade; captar eventos; reativar os Centros de Atendimento aos Turistas, melhorias no CCUG e no Pavilhão de Exposição do Parque, entre outros.

Na infraestrutura, revitalizar o setor hoteleiro (sul e norte); criar um camping; dinamizar o projeto Orla; revitalizar e modernizar o parque da cidade como potencial turístico; manutenção e ampliação do Observatório do Turismo; desenvolver plano de marketing com projeção de realizações para os próximos 10 anos; buscar facilidades para investimentos das empresas de turismo; implantar programa de turismo cívico, em âmbito nacional, para trazer estudantes de todo o país.

Além dos tradicionais e mundialmente conhecidos pontos fortes para atração de turistas, segundo a CT do Codese existem vários problemas que precisam ser atacados. O principal e mais preocupante é que as autoridades ainda não entenderam a importância do turismo para a cidade. Prova disso, salienta Alejandro Parrilla, o GDF acabou com a Secretaria de Turismo, que perdeu status e virou subsecretaria, hoje com mais de 100 servidores, que não são treinados, não podem viajar e sequer produzem  qualquer material para atender às demandas. Por depender em grande parte de atitudes governamentais, o turismo em Brasília esbarra em intransponíveis barreiras, lamenta o gestor do Codese.

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