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DF, um mapa que poderia ser cortado por movimentadas ferrovias

Desinteresse público emperra desenvolvimento
16/07/2018
FONTE: Internet

          A construção de Brasília, um sonho acalentado durante muitas décadas por visionários que preconizavam a interiorização do desenvolvimento no país, tendo a nova capital como grande vetor para o crescimento populacional e econômico do planalto central, aconteceu. O País, mais populoso no interior, desenvolveu-se sustentado pelo agronegócio, tornando-se um grande fornecedor de produtos dessa indústria para exportação. Mas, ao longo dos anos os pilares da Capital foram sendo derrubados. 
         A proposta de ser o elo entre a região desenvolvida costeira e a rural, dada a série de óbices enfrentados, resultou em uma Brasília sinônimo de problemas de todas as ordens. Brasileiros que acreditaram no sonho proposto terminaram vivendo em cidades dormitórios de seu entorno inchado em que esta população de subempregados é martirizada todos os dias ao utilizar meios de transporte inapropriados, insuficientes e sofríveis. Foi assim abandonada entre dois mundos, dos quais está cada vez mais distante no que se refere a desenvolvimento.
       Há muitos anos é discutida a implementação de políticas públicas que viabilizem o desenvolvimento de Brasília e das cidades do Entorno. O Codese, uma entidade da sociedade civil engendrada pelo empresariado local prepara já a um ano para apresentar aos candidatos ao GDF, em agosto, propostas de longo prazo que visam superar as tensões decorrentes da não concretização do elo que sustentaria a região o “quadradinho”. 
     Muitas das soluções a serem propostas apontarão projetos de descompressão de Brasília com a melhoria de condições de emprego e renda no Entorno. Entre tantas, a necessidade de criação de uma infraestrutura logística capaz de recolocar o DF na rota de atração de investimentos, e inverter o estrangulamento econômico atual.

Brasília nos trilhos


         A Câmara de Logística do Codese/DF, entende que, já é passada a hora de mudar e colocar Brasília de volta aos trilhos. É preciso destinação nobre à pequena área que não chega a 0,5% do território nacional: um enclave de 5.779.999 quilômetros quadrados em Goiás, muito inferior às primeiras indicações para a área da nova capital dadas pela missão Cruls, que alcançava os municípios de Planaltina, Corumbá e Formosa. Um retângulo de 160 por 90 quilômetros (14,4 mil quilômetros quadrados).
               Brasília é ligada por ferrovia a Sumaré (São Paulo) linha que se direciona ao porto de Santos em trajeto que serpenteia partes de Goiás e Minas, rota fundamental para fluidez no transporte da região. Sua utilização para cargas e futuros usuários, exigiria algum reforço em sua estrutura e a construção de linha auxiliar, transformando-a em bitola mista. Essa ferrovia integra o corredor logístico Centro-Sudeste e tem como principais cargas transportadas minérios, coque (obtido a partir da destilação do carvão mineral), areia, brita e derivados do petróleo. Aproveitar e interligar esta linha com a Ferrovia norte sul é permitir a inclusão do Distrito Federal e entorno, tirando-os do apagão e isolamento da matriz ferroviária.
       O trecho entre Brasília e Goiânia ao fazer intercessão com a Norte-Sul permite ligação com o Porto de Itaqui (Maranhão), que deverá se tornar um dos mais importantes portos brasileiros por ser o mais próximo do Canal do Panamá, dos portos dos EUA e da Europa. Não se pode desprezar a produção do agronegócio do Distrito Federal e de sua área de influencia econômica (RIDE). Tal integração com as diversas regiões do país, alia-se à sábia decisão de dar ao Distrito Federal sua primeira vocação, a de vetor do desenvolvimento.       
      A Câmara ressalta ainda que a interligação do trecho Brasília /Sumaré com o Brasília/Goiânia, que cruzará a Norte/SUL, permitirá que o transporte de cargas e de passageiros do Brasil continental tenha maior mobilidade e economicidade particularmente nas operações de exportação, o que acarretará mais emprego e renda ao fomentar a implantação de indústrias e o crescimento do comércio e do agronegócio. O uso deste modal de transporte tão pouco utilizado no Brasil, abrirá espaços a novos surtos de desenvolvimento em regiões ainda hoje pouco habitadas e desenvolvidas devido à falta de transporte.
 
União Brasília-Goiania
 
O trecho Goiânia-Brasília, muito falado, esperado e engavetado, propõe iniciar a operação com o transporte de passageiros e agregação futura de cargas.  Da mesma forma que o respectivo traçado recentemente divulgado na mídia local, exige análise bastante criteriosa voltada também às necessidades do DF. O projeto prevê, ainda, dois tipos de transporte: o regional, para o trecho Brasília a Goiânia, e o integração ou semiurbano, com as linhas DF/Águas Lindas/Santo Antônio do Descoberto e Anápolis/Goiânia.
     Nessa questão devem ser consideradas as outras alternativas apresentadas em estudo elaborado no passado recente pela VALEC, que são mais econômicas, a exemplo do traçado que passa pelo Polo JK, e produzirem menores impactos socioambientais. Esta ligação  ferroviária, entre as duas capitais e ramificações, atenderia a uma população estimada de 6,3 milhões de pessoas com previsão de 23,5 mil usuários por dia e 7,3 milhões no ano. As estações seriam integradas ao metrô e ao BRT.
      Por sua vez, a ligação ferroviária Regional é apontada como a solução de transporte para os moradores do Entorno Sul, onde se encontra a maior concentração demográfica da região, dada a necessidade de deslocamento até à Capital Federal. Para a Câmara de Logística, o trecho Luziânia-Brasília, (via Polo JK) pode atender o deslocamento de moradores e trabalhadores do entorno e do DF. Para a CT de Logística o trecho que melhor atende às necessidades de transporte, carga e passageiros, é o definido no citado estudo da Vale: Goiânia-Anápolis-Alexânia-Cidade Ocidental-Brasília (Polo JK) -Rodoferroviária. A revitalização e reestruturação desse trecho, tem potencial para reduzir em 50% o tempo gasto no deslocamento em horário de pico. Mais de um milhão de pessoas que perdem até mais de duas horas por dia poderão ser beneficiadas. O desenvolvimento do Distrito Federal só será pleno e justo quando o produto de seu PIB for gerado em grande parte não no centro metropolitano e, sim, em sua periferia.

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